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Projeto Terceira Linguagem – estímulo ao raciocínio lógico das crianças

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Em 2017, a Upuerê elaborou o Projeto Terceira Linguagem. Ele vem sendo implementado desde 2018, junto às crianças de cinco anos, e consiste em oferecer aos alunos a oportunidade de trabalharem com conceitos complexos de maneira lúdica, contribuindo para o desenvolvimento de seus processos cognitivos, afetos e aspectos procedimentais.

A terceira linguagem refere-se a uma linguagem de programação projetada para ser facilmente entendida pelo ser humano, ou seja, é uma linguagem de programação de alto-nível, porém, mais próxima da linguagem humana. No trabalho desenvolvido na Upuerê, a terceira linguagem é trabalhada com o aplicativo Blockly, com o qual se torna possível juntar peças de códigos, como um quebra-cabeça, e programar o robô para se movimentar. Esse aplicativo permite que as crianças aprimorem suas hipóteses e habilidades em linguagem direcional e programação através de sequências de voltas em graus, tanto para frente quanto para trás, para esquerda e para a direita.

Como funciona

A ferramenta escolhida para o desenvolvimento do Projeto foi o Wonder Dash, um robô físico, recarregável e de fácil controle por meio de aplicativos que o comandam. A Make Wonder, empresa responsável pelo desenvolvimento do produto, tem como missão tornar a programação divertida e acessível para crianças pequenas. Com os robôs, as crianças podem brincar e se divertir enquanto desenvolvem suas habilidades para resolução de problemas, capacidade criativa e senso de curiosidade.

Os robôs têm um layout simples e adequado para crianças que podem ser usados como ponto de partida para o controle de ensino, linguagem direcional e programação. Com essa ferramenta também é possível agregar blocos de Lego e, com criatividade, mudar seu design, responder a voz, navegar por objetos, dançar e cantar. Com comandos simples, novos comportamentos são estimulados, e, assim, a Upuerê trabalha com robótica de maneira lúdica.

Nas aulas são aplicadas atividades que envolvem tanto o uso de materiais concretos, como brinquedos, painel, fichas impressas, bem como os robôs Dash e Dot – e até mesmo o próprio corpo do aluno.

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Por que a terceira linguagem é importante?

Segundo Graciela Schuwartz, especialista em Tecnologia, a proposta do Projeto Terceira Linguagem é oferecer às crianças atividades nas quais os alunos possam tomar decisões, resolver problemas, observar e atuar no espaço ao seu redor por meio de deslocamentos, com o objetivo de descobrir caminhos, estabelecer referências, identificar posições e comparar distâncias.

Com esse trabalho, os alunos aprendem conceitos e técnicas, aprimorando o desenvolvimento das competências cognitivas, procedimentais e afetivas, pois, conforme explica a professora, é por meio da observação, da análise, de discussões e reavaliação de estratégias que ocorre a elaboração de hipóteses, ampliação de possibilidades e conceitos.

“Em uma atividade foi apresentado um caminho desenhado em um painel. Neste caminho havia obstáculos, lápis no chão, colunas de diversos tamanhos. Os alunos tinham diversos brinquedos que podiam se locomover sobre o trajeto: carrinhos, bonecas, trens, bolas, entre outros. Eles foram orientados a escolher um brinquedo e fazê-lo andar no caminho traçado, descrevendo suas ações e estratégias para transpor os obstáculos. Em outra ação, usando a mesma trilha, os alunos foram desafiados a levar o robô Dash a percorrer o caminho usando o aplicativo GO”, exemplifica a professora de Tecnologia da Upuerê, Izabella Arpini.

O objetivo do Projeto Terceira Linguagem é potencializar o desenvolvimento dos alunos da Educação Infantil em relação a aspectos como coordenação motora, resolução de problemas, raciocínio lógico e trabalho em equipe. “A criança precisa ser convidada a aprender em um ambiente que desperte o interesse e onde seja capaz de assimilar e recriar experiências. Nesse contexto, o Projeto representa uma excelente proposta metodológica que se estende a outras atividades curriculares, como música, por exemplo”, afirma a professora.

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Flávia Varela

Revisão por Talita Vieira.